Cada um no seu lugar

Agora começo a compreender essa grande insatisfação que assola meu coração desde o ano passado. O problema não são as pessoas, nem o que elas são, nem o que elas fazem. O problema é o lugar, a posição, a forma de ver.

12Na virada do ano andei tecendo comentários a respeito de uma ida ao Rei do Bacalhau e de como fiquei horrorizada com a forma de dançar e de se vestir das mulheres que frequentam lá. Critiquei a forma vulgar de se dançar, se comportar e se vestir. Comecei a criar rótulos.

Acabei criando inimizades, porque várias pessoas próximas acham bonito se vestir “periguete”. Enfim, ficou um climão. Mas isso não me abateu, comecei a pensar no que me levou a pensar daquela forma, sobre aquela situação e sobre aquelas pessoas.

Toda vez que eu tenho uma reflexão dessas, bad trip, pesada, eu começo a pensar quando tudo começou. Cheguei à conclusão que isso tudo começou quando eu comecei a fazer parte de um grupo que não era o meu. É inegável que as pessoas são todas maravilhosas, todas tem o seu valor. Mas me sentia um peixe fora d’agua porque eu o era realmente. Sempre acontecia de eu estar por fora do assunto, de não compreender o enfoque, as interações.

Daí percebi que as pessoas estavam certas, que a estranha era eu, a estranha no ninho. Por isso é que tudo me escandalizava, tudo me feria, me fazia me sentir diferente, vazia. Eu precisava voltar pro meu lugar. Sem ressentimentos, sem grandes emoções, sem transição. Só voltar, tudo como era antes.

E aqui estou eu!

 

Para ouvir:


Como é ter um carro velho

Eu sempre quis ter um carro.

Imaginava um carro fantástico, daqueles de comercial de raspadinha, mas com um som bem maneiro, igual festival de tunning. Sonhava com uma pintura purpurinada e um ronco estridente. Enfim, meu primeiro carro foi um chevette ano 79.

Pictures

Eu peguei minha habilitação em 2006 e em 2010 comprei o chevette. Sem nenhuma experiência, nenhum conhecimento de carro e sem compania comprei o carro sem nem saber ligar um limpador de parabrisa. Comprei como quem compra uma roupa usada, sem nenhum critério, simplesmente fui lá, gostei e levei! No dia seguinte à minha nova aquisição, fui toda bobinha trabalhar de carro, voltei para almoçar em casa. Quando retorno ao trabalho subo a calçada e bato direto numa pilastra de concreto que cai no parabrisa do carro e acaba com tudo: resultado – além de eu ter dado graças a Deus de ter comprado o Chevette e não um carro mais novo, de ter saído viva depois de desviar da pilastra de concreto que quase cai na minha cabeça, fico mais uma semana sem o carro que teve que lanternar e pintar todo. Que dureza!

Mas se pensam que a história acaba aí estão muito enganados, ter um carro velho é antes de tudo viver perigosamente. Depois desse primeiro episódio eu empurrei inúmeras vezes aquela lata de sardinhas. Fervi o radiador um tanto de outras vezes, fiquei sem freio, sem embreagem, sem paciência. Já chutei ele, já xinguei. Ter um Chevette não é pra qualquer pessoa. Tem que ter estrutura. Numa das vezes em que ele ferveu, exlodiu e queimou todo o rosto do meu namorado à época. O que gerou imensas viagens dentro dele mesmo pra levar o moço ao médico, ouvindo Exaltasamba num calor dos infernos porque o carro é mais quente dentro do que fora.

Mas a grande verdade é que meu carro velho me deu uma das coisas que eu mais valorizo na vida hoje em dia, ele me deu liberdade! Ele me deu a vantagem de não andar mais a pé. Ele me colocou um degrau acima na escada social. Ter meu próprio carro me deu a felicidade de beijar vários caras que nunca me beijariam a pé. Meu carro velho me levou à Lapa! Ter um carro velho é ter estilo, é se cortar no podre da porta mas mesmo assim chegar feliz numa festa. Ter um carro velho é devoção, é amor, é pura paciência. É garimpar uma peça nova, é aprender a fazer gatilhos no motor, é andar sempre com uma garrafa de água no carro. É dar um valor enorme em ter uma ferramenta qualquer no carro.

Personalizei meu Chevette como qualquer garoto jovem faria, coloquei neon azul no salão e um São Jorge na lateral, um sachê do Botafogo e cheirinho de carro novo. Depois de ter passado mil e um perrengues com o “carrão”, tive uma batida de carro com uma charrete. [é sério]. A carroça bateu no meu carro, eu estava com meu filho, discuti com o cara pois danificou a pintura e o cavalo quase quebrou meu pára-choque. Dei a volta pela outra rua e atropelei uma menina de 15 anos de moto que estava bêbada. Tudo isso em menos de 1h40min.

Nunca mais quis o Chevette.

Comprei um Kadett 10 anos mais novo, hoje sou apaixonada pelo meu negão, meu mais novo carro velho!

Para ouvir:


Escreva você a sua história

Achei uma iniciativa de marketing mega brilhante essa da Englishtown de adiantar o tempo e mostrar para o cliente o que o seu produto faz diferença na vida do cliente.

O formato de compartilhar também é muito legal.

Veja aqui a minha história e faça a sua também!

(Imagem meramente ilustrativa)


Retrospectiva Emocional 2011 by Daniela Ferpe

Esse ano eu não vou comentar os acontecimentos jornalísticos. Eu não vou falar do Campus Party, nem da Amy Winehouse, nem do Casamento da Princesa Kate que pra mim foi um dos maiores contos de fadas da vida real da história. Não vou falar de Osama, nem de Kadafi, nem da Amy, nem do brilhantíssimo Steve Jobs. Nem vou falar da despedida de Ronaldo. E por fim, definitivamente, não vou comentar que mesmo que eu perdesse tudo que o Silvio Santos perdeu, se eu tivesse o que ele tem eu ainda seria rica.

Este ano eu vou comentar o que tudo representou pra mim.

Eu comecei o ano, com o coração apertado, querendo definir o que exatamente estava acontecendo no meu coração. E resolvi seguir outro caminho. E essa decisão me levou a outro momento profissional, a outra empresa, a novas experiências e a novas observações. Comecei a medir o que era realmente importante pra mim.

Juntei meus cacos e aluguei uma casa, comecei a morar com meu filho. Ah, como é boa a liberdade! Ah, como e grande a solidão!

Me apaixonei perdidamente por acaso. Mudei de carro. Vendi o velho. Descobri um grande problema. Rompi com tudo, sai do trabalho. Comecei a cuidar do meu filho pela segunda vez em 8 anos. Adorei. Recebi vários bons convites de trabalho, recusei alguns, aceitei outros, estou no aguardo de um, muito bom, por sinal.

Por ficar em casa, voltei a sair, conheci muita gente nova, mas comecei a ter contato com muita coisa que eu não convivia. Me assustei. Fofocas, disse-me-disse e vulgaridades. Viver de balada em balada não é pra qualquer um, ou pelo menos não é pra mim. Não vejo nada de divertido. Cansei. Cada vez mais quero minha vida como antes: trabalho, estudo, blog e pouca vida pessoal. Porque trabalhar e estudar já é social demais!

Esse ano aprendi a ficar mais calada do que antes, a observar, não tive praticamente nenhum namorado, fiquei com nojo de muitos que se aproximara, pelas suas atitudes, mas tive uma paixão dolorosa. Não fiz planos pro ano que vem, assim como no ano passado [para dar sorte] também não fiz lista de fim de ano. O ano se encerra com uma “ite” que não se acaba. Estou há 3 semanas com uma enorme sinuzite que se transformou numa otite. Com o rosto inchado feito um donut tenho passado os dias de cama e com febre sem ânimo de fazer minha caridade de fim de ano e minha faxina bota-fora não rolou. Esse ano engordei, e por conta dessa paixonite, perdi o ânimo total.

Estou esperando 2012 chegar, ansiosamente, pra recuperar o fôlego, esquecer os amores passados e arrumar outros problemas, porque desses eu já estou de saco cheio.

Aos meus leitores, desejo sempre o mesmo: que emagreçam, ganhem grana e fiquem lindos!

Detalhe: Eu sempre soube que eu era uma princesa, agora sou uma princesa com anel. Consegui minha réplica no ambulante por R$5,00.

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Leia também:

Oração de fim de ano

Feliz Ano Novo – Organizando a vida

Retrospectiva 2009 By Daniela Ferpe


Para quem interessar possa

São 01h56 da manhã.

Mais uma vez, chego da noite e te escrevo. Desta vez, com os dedos cheios de firmeza, ao expressar que não vejo nada de honroso em viver essas saídas, e encontrar pessoas que não me dizem nada, mas que têm os mesmos assuntos, em lugares que não se conversa. Os sorrisos, os olhares trocados, não me trazem nada de sedutor. Há muito protocolo em não seguir regras, e isso me cansa.

É disso que eu estou cansada. De me adequar a padrões de beleza, de estar sempre com um sorriso.

E agora, com os olhos ainda manchados de rímel e os pés descalços de pudor, lhe digo que preferia, um milhão de vezes chegar em casa e encontrar alguém me esperando. Na melhor das hipóteses, nem gostaria de ter saído. Queria voltar a ter o pensamento preenchido por uma só pessoa. Dá muito menos trabalho.

Nesse momento, com o cansaço no corpo e com as idéias ainda confusas pelo volume da música e embaralhadas por conta das luzes eu queria mais que tudo um abraço!


O homem nos trata como permitimos

Hoje, assim como várias vezes neste ano, me percebo vulnerável. E depois que li este texto, me senti bem melhor. Espero que sirva para várias mulheres que estão em uma relação ruimpor culpa delas próprias, reconsiderem suas decisões e transformem sua frustração em enorme auto-estima. O texto é da Oprah Winfrey e me dedicaram no facebook, mas eu retirei daqui para postar.

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
-Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.

-Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
-Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.

-Para de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
-Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz.

-Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, “foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.
-Não conserte.

-Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”
-Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.

-A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
-Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?

-Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
-Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
-Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
-Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
-Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.

-Não o torne um semi-deus.

-Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
-Nunca deixe um homem definir quem você é.
-Nunca pegue o homem de alguém emprestado..
-Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
-Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
-Todos os homens NÃO são cachorros.
-Você não deve ser a única a fazer tudo… compromisso é uma via de mão dupla.
-Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações… não há nada precioso quanto viajar… veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
-Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar… uma relação consiste de dois indivíduos completos.. procure alguém que irá te complementar.. não suplementar.
-Namorar é bacana… mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
-Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele – ele se acha…
-Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem.
-Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
-Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam)… você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.
-Dizem que se gasta um minuto para encontrar alguém especial, uma hora para apreciar esse alguém, um dia para amá-lo e uma vida inteira para esquecê-lo.
-O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas: Dr. Phill
-Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
-Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
-Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa.

Meninas, cuidem bem de seus corações…


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