Da zona oeste à zona sul

O meu novo trabalho tem me trazido experiências únicas no que tange a transporte. Só um bom morador da Zona Oeste sabe como é trabalhar na zona sul e amargar horas perdidas da sua vida no trânsito do Rio de Janeiro. Todo dia eu experimento várias aventuras na ida e na volta do trabalho, sempre na esperança de conseguir o caminho mais curto ou mais rápido para chegar. Essa semana já fui até mordida por uma abelha no ônibus, peguei o metrô no sentido errado, enfim… É como se todos os dias fosse uma verdadeira gincana. Invariávelmente o caminho que se faz para ir, nunca é o mais aconselhável para voltar.

Moro no maior bairro da cidade, e no que tem o maior trânsito também. Moro em Campo Grande. Mais ou menos uns 75km de onde trabalho. O primeiro engarrafamento que pego é para chegar ao centro do bairro onde deixo meu filho para poder ir para lida. Depois, amargo o trânsito em direção ao centro do Rio, onde a viagem é sempre uma novidade. O que completa a emoção é a diversidade de produtos oferecidos pelos camelôs no trejeto. Assim me sinto tentada a gastar parte do meu ordenado, adquirindo as novidades do mercado ambulante.

Ao chegar no Centro, divido minha atenção entre pegar a condução que me coloque no horário no trabalho e nos transeuntes das mais diversas qualidades que passeiam pela cidade. Quando avisto o meu trabalho recebo a recompensa da viagem quando vejo a Lagoa Rodrigo de Freitas, suas longas ciclovias e o sovaco do Cristo Redentor. Isso quando está sol, porque quando chove, só consigo me confortar no abrigo do trabalho e não recebo compensação, apenas a de estar em um lugar menos frio do que os arredores da Lagoa.

Ao final do expediente, aquelas imensas filas de carros, com pessoas tão ansiosas quanto eu para chegar aos seus destinos. Torno a entrar na condução, sempre em pé, sempre apertada, amargo quase uma hora pra fazer um trajeto que faria em 15 minutos caso o trânsito caótico não sufocasse a cidade. Ao chegar no Centro, filas! Filas e mais filas, tumulto, falatório. Todo mundo acha que tem um motivo mais justo, ou que tem o corpo mais cansado que o seu para ter qualquer tipo de preferência, mesmo que seja andar na sua frente na escada rolante. Os mais lentos são cotovelados, os mais rápidos, estabanados.

Consigo entrar na condução. Às vezes sento, muitas vezes fico de pé, tentando aliviar o peso do dia alternando a perna que toca o chão. Camelôs e mais camelôs, oferecem variedades, tem gente que reza, tem gente que ouve música, eu prefiro ouvir o noticiário pelo fone do celular. Odeio conversa fiada. Quando posso leio, em pé ou sentada. Quando chego à Zona Oeste já tenho os pés em brasa.

Pego meu filho, e agora mais trânsito até chegar em casa. Enfim o lar, e a consciência de que perdi 6h da minha vida da zona oeste à zona sul e da zona sul à zona oeste.


Voltando ao trabalho

Depois de mais de um ano desempregada, de um longo processo seletivo e uma expectativa maior ainda, volto a trabalhar. Isso me inspira imenso,  porque eu vejo pessoas, coisas, situações, vejo o mundo em movimento como há muito tempo não via. Todo dia tem um fato novo, um transeunte que passa, uma coisa bonita que eu acabo querendo, novas maneiras de falar, novos trejeitos, as interações com pessoas novas, novos idiomas, novas sensações.

Claro que nem tudo é tão bom assim. É preciso abrir mão do dengo da família e dos abraços dos filhos. Confesso que ainda me sinto dividida com toda essa emoção, o eterno medo do que é novo e a insegurança que visto como um casaco todo dia ao acordar ainda me fazem vacilante nas colocações e no modo tímido de agir. Mas nada que uma longa observação do ambiente não resolva.

A cada madrugada que vejo o sol nascer da estrada para ir trabalhar, percebo que ainda há muita vida pra viver, e minha filosofia de “hoje é um dia a menos” nunca esmaece. No trabalho, uma imensa torre de babel me anima a conhecer cada vez mais coisas. Em casa, o frio ainda me amedronta juntamente com o tempo que não melhora.

Sempre me entristeço em dias frios.


Dor de estômago: dicas de como amenizar

Depois de passar o feriado todo tentando solucionar a dor de estômago do meu marido, resolvi dar uma pesquisada no assunto e descobri muito

mais que o óbvio:

Alimentação saudável faz bem.

Tá, isso a gente já sabe. Só que no nosso dia a dia, com a correria de comer fora a gente ataca mesmo é uma boa picanha e um prático fast-food. Dificilmente a gente come uma salada, uma fruta e um cházinho. Mas assim como a nossa vida corrida não nos permite buscar um gastroenterologista (nem sei se é assim que se escreve esse palavrão).

Para quem é rato de farmácia como eu, existem inúmeros medicamentos que podem surtir efeitos paliativos, mas no caso, é preciso saber o que fazer se você está em casa num domingo à tarde e não sabe o que tomar.

  • Chá de alface e de hortelã amenizam a dor. O mentol age nas bolhas que causam gases amenizando a dor, já o alface tem efeito calmante, que se não acalmar o estômago pelo menos acalma o paciente.
  • Suco de couve tem fibras que protejem a mucosa do estômago, e se tomado com frequencia, têm efeito cicatrizante. Porém é aconselhado não bater com frutas cítricas nem com leite o que poderia gerar efeito contrário.
  • Frutas em geral, exceto as cítricas.
  • Água de Batata.
  • Chá de Malva

Dicas que valem uma boa digestão

  • Diga adeus ao fast-food. Pelo fato de os alimentos conterem mais gordura, serem em geral fritos e com molhos à base de maionese, esses alimentos dificultam o trabalho do intestino e irritam o estômago.
  • Evite cigarro e bebida alcoólica. Essa dupla irrita muito o sistema digestivo.
  • Opte por refeições mais leves, principalmente à noite, quando a digestão fica mais lenta.
  • Beba muita água, pois é o líquido que ajuda na formação do bolo fecal e evita o endurecimento das fezes.
  • Comer, beber e dormir. Essa é uma combinação explosiva para o sistema digestivo.
  • Coma várias vezes ao dia, sempre em quantidades pequenas e moderadas.

O que fazer quando o relacionamento acaba

Todo fim é triste, isso é fato! Mas isso não quer dizer que seja preciso arrastar corrente para o resto da sua existência.

Quando estamos em um relacionamento sério, as próprias circunstâncias diárias acabam nos afastando dos nossos mais queridos amigos e acabamos por viver experiências somente com nosso par. É a doce vivência de estar em uma eterna lua-de-mel. Lindo isso. Mas tudo que é bom dura o suficiente para não se tornar insuportável, e enquanto somos jovens podemos nos dar a oportunidade de começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias. E não importa se foi você quem terminou ou se você simplesmente foi execrado da vida de alguém, o recomeçar é para ambos.

Nosso primeiro reflexo quando estamos sós é cair na balada. Mas eu te digo que isso é a mais pura furada. Não é proibido, mas há uma grande possibilidade de você se jogar nos braços de qualquer um só para descontar suas frustrações. Isso não é nada honesto, nem com você nem com o outro. O melhor de tudo é você escolher um ou dois amigos para aliviar a tensão inicial e colocar tudo pra fora. Depois que vc falar, falar e falar, tudo vai parecer menor. Comece a fazer caminhadas. Nada como refletir para iniciar novos projetos. Comece a colocar em prática tudo o que adiou por estar com outra pessoa: uma viagem, um curso, um novo trabalho.

Quando a gente está triste e com a auto estima baixa, acha que nunca mais vai acontecer nada fenomenal na nossa vida, mas isso é totalmente falso.   Para que alguma coisa muito legal comece a acontecer na nossa vida é preciso permitir-se. E o que é permitir-se? Comece a frequentar lugares que sempre quis ir, corra de grupos, prefira um ou dois amigos ou amigas de fé para lhe acompanhar, vá ao cinema, mas evite filmes que te lembrem o passado, vá à praia, enfeite-se. Compre roupas novas, e se a grana não estiver pra novidades, recicle as antigas, comece a usar aquelas roupas que estavam esquecidas no fundo do armário. Arrume seu armário, jogue coisas fora, doe. Quando a gente se sente por baixo nada é melhor do que doar-se. Procure um grupo de caridade, ensine alguma coisa a alguém, aprenda tricô, ou um jogo novo, ou um instrumento ou uma nova língua. Se nada disso adiantar faça um curso. De qualquer coisa, pouco importa hoje o que você aprenda, conhecimento não ocupa lugar e é uma ótima forma de conhecer pessoas novas. Um dia todo esse novo conhecimento vai fazer toda a diferença. Faça as unhas no salão, e isso vale para homens e mulheres, sempre tem alguém por aí com algum tema interessante para conversar.

Nessa fase os dias realmente passam lentos, mas um dia você vai acordar e se dar conta de que o seu último relacionamento ficou para trás e que você está pronta para outra. Porque a vida é isso, um eterno recomeçar. A gente se decepciona e se surpreende e depois se surpreende e se decepciona, mas é isso que nos faz melhores, mais seletivos. É isso que nos transforma numa pessoa melhor, na pessoa que seremos quando encontrarmos a pessoa ideal, aquela que vai nos completar e fazer valer a pena todas essas atribulações iniciais da vida. Salut!

Para ouvir:

 


Uma princesa e seu príncipe

Quando eu era criança, tive um lar desajustado. Desde então sempre sonho com o meu casamento. Sempre sonhei com a minha própria família, com o meu príncipe encantado. Eu achava que um dia, eu estaria andando por aí, ia esbarrar no meu príncipe, ele derrubaria meus livros e quando fosse me ajudar a apanhar, me olharia e me pediria em casamento. Assim mesmo, igual seriado dos anos 90.Só tinha um problema, eu não carregava livros.

Daí um dia, eu desisti dessa coisa toda, e resolvi curtir um showzinho na Lapa. E lá estava meu príncipe, que não estava num cavalo branco, mas veio de carona no meu Kadett preto e da vida dele eu não saí mais.

O meu casamento, assim pra valer, ainda não rolou. Mas marido eu já tenho! E uma família linda pra acompanhar. Salut!


A felicidade vale a pena

027014.JPGE se num passe de mágica todos os seus sonhos se realizassem? E se seu príncipe encantado chegasse sem que você estivesse a esperar? E se você resolvesse deixar todos os seus paradigmas para trás e resolvesse embarcar em um sonho que você realmente acreditasse de verdade? Quem poderia te condenar?

Cada pessoa tem no seu íntimo, seus sonhos guardados, suas expectativas a respeito de sua intimidade que só ela sabe, que só ela sente. É aquela lágrima que cai quando se fecha a porta e as luzes se apagam. É aquela oração antes de dormir. É aquela falta que se sente e não se sabe bem do que.

E se cada um desses sentimentos, dessas aspirações secretas, dessa falta que você sente, pudesse ser preenchida, pudessem ser seladas todas as suas cartas para a divindade para que você recebesse seu sonho: Estaria você cometendo algum pecado?

Por mais que seus queridos tentem proteger você de você mesmo, chega um tempo que as escolhas são somente suas. E aí sim você se sente livre para voar. As sensações podem ser incríveis. Por mais que você possa perceber que a sensação de felicidade não é plena por não ser compartilhada com quem você ama, ainda assim é uma felicidade. E felicidade é exatamente aquele momento, aquele pequeno momento que você busca toda sua vida. É o que faz valer a pena toda sua dor. É o que faz valer a pena toda sua luta. É aquela fração de segundos em que sua euforia é tão grande que só se encerra num abraço. É aquela força que vem de dentro da sua alma com gratidão a Deus por ter passado por tudo e ter conseguido chegar ali, naquele momento.

Como poderia ser agressivo alguma coisa tão boa? Será que toda aquela história de que “quem te ama te quer bem” é pura balela? Poderia estar tudo em festa. Mas no fundo, não está.

Como administrar tão grande euforia e felicidade com um sentimento de culpa por estar feliz?

A parte boa de tudo isso é que esses momentos maravilhosos, essa parte boa, essa pequena fração da vida que lutamos para conseguir, que recebemos como um presente, essa pequena parte é o que realmente vale a pena.


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