1 vez ao dia para relaxar

Spa31. Ficar de pernas pro ar – Já foi provado que o ócio, em alguns momentos do dia pode fazer muito bem.

2. Ouvir música – A música relaxa e coloca as idéias no lugar. Escolha uma música especial a cada novo dia e ouça sem pressa. No carro, na condução ou em qualquer lugar (mas lembre-se de usar fones de ouvido).

3. Feche os olhos – quando você estiver no auge do stress durante o dia feche os olhos e permaneça assim uns 20 segundos. Quando abrir os olhos é bem provável que já tenha encontrado a solução para o que estava tentando resolver. Um momento de reflexão soluciona muitos problemas e é o tempo necessário para se pensar melhor.

4. Tirar um cochilo – Após o almoço, como já é tradição nos países europeus é a melhor ocasião. É bem melhor do que ficar batendo perna na hora do almoço e dá maior gás para resolver as pendências,  que na parte da tarde teimam em se arrastar. Mas caso não seja possível, escolha um outro horário mais adequado, 30 minutos são o suficiente.

5. Ficar em silêncio – Vivemos cercados por imenso barulho, trânsito, buzinas, propaganda, celular. Ficar em silêncio e tentar ouvir o som do interior é extremamente relaxante.

6. Fugir da rotina –  Experimente fazer de forma diferente sua rotina diária, é bom para exercitar o cérebro. Escolha um caminho diferente para ir ao mercado ou para trabalhar, vista-se de forma diferente, experimente algo novo. Uma sugestão é trocar o carro pela bicicleta em algumas situações possíveis.

7. Tomar um banho relaxante – Tome seu banho com tranquilidade, sem se preocupar com os problemas do dia a dia. Não leve o celular para o banheiro.  Não tome um banho muito quente nem muito demorado, programe-se para o banho. É bom para a sua pele e para o meio ambiente.

8. Assistir a um programa de TV – Escolha algo leve, nada de filmes de tiro ou de violência. Assista algo que te faça sentir-se bem, pode ser um programa de variedades ou algo que te faça rir e esquecer as tensões do dia a dia. Exercitar o riso é um ótimo calmante.

9. Cozinhar – O ato de preparar o que vai se comer não precisa ser só uma obrigação, pode ser também uma oportunidade de distrair-se e esquecer o stress. Testar novas receitas e sua capacidade de improvisação é um bom exercício para ficar tranquilo.

10. Leia – A leitura é a melhor companheira para qualquer hora e qualquer lugar, evite ficar estressado com filas, com esperas, tenha sempre um livro à mão, pode ser um gibi, alguma coisa rápida, uma revista, mas uma leitura é sempre bom para evitar a ansiedade.

Enjoy!

Para ver e ouvir:

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Da zona oeste à zona sul

O meu novo trabalho tem me trazido experiências únicas no que tange a transporte. Só um bom morador da Zona Oeste sabe como é trabalhar na zona sul e amargar horas perdidas da sua vida no trânsito do Rio de Janeiro. Todo dia eu experimento várias aventuras na ida e na volta do trabalho, sempre na esperança de conseguir o caminho mais curto ou mais rápido para chegar. Essa semana já fui até mordida por uma abelha no ônibus, peguei o metrô no sentido errado, enfim… É como se todos os dias fosse uma verdadeira gincana. Invariávelmente o caminho que se faz para ir, nunca é o mais aconselhável para voltar.

Moro no maior bairro da cidade, e no que tem o maior trânsito também. Moro em Campo Grande. Mais ou menos uns 75km de onde trabalho. O primeiro engarrafamento que pego é para chegar ao centro do bairro onde deixo meu filho para poder ir para lida. Depois, amargo o trânsito em direção ao centro do Rio, onde a viagem é sempre uma novidade. O que completa a emoção é a diversidade de produtos oferecidos pelos camelôs no trejeto. Assim me sinto tentada a gastar parte do meu ordenado, adquirindo as novidades do mercado ambulante.

Ao chegar no Centro, divido minha atenção entre pegar a condução que me coloque no horário no trabalho e nos transeuntes das mais diversas qualidades que passeiam pela cidade. Quando avisto o meu trabalho recebo a recompensa da viagem quando vejo a Lagoa Rodrigo de Freitas, suas longas ciclovias e o sovaco do Cristo Redentor. Isso quando está sol, porque quando chove, só consigo me confortar no abrigo do trabalho e não recebo compensação, apenas a de estar em um lugar menos frio do que os arredores da Lagoa.

Ao final do expediente, aquelas imensas filas de carros, com pessoas tão ansiosas quanto eu para chegar aos seus destinos. Torno a entrar na condução, sempre em pé, sempre apertada, amargo quase uma hora pra fazer um trajeto que faria em 15 minutos caso o trânsito caótico não sufocasse a cidade. Ao chegar no Centro, filas! Filas e mais filas, tumulto, falatório. Todo mundo acha que tem um motivo mais justo, ou que tem o corpo mais cansado que o seu para ter qualquer tipo de preferência, mesmo que seja andar na sua frente na escada rolante. Os mais lentos são cotovelados, os mais rápidos, estabanados.

Consigo entrar na condução. Às vezes sento, muitas vezes fico de pé, tentando aliviar o peso do dia alternando a perna que toca o chão. Camelôs e mais camelôs, oferecem variedades, tem gente que reza, tem gente que ouve música, eu prefiro ouvir o noticiário pelo fone do celular. Odeio conversa fiada. Quando posso leio, em pé ou sentada. Quando chego à Zona Oeste já tenho os pés em brasa.

Pego meu filho, e agora mais trânsito até chegar em casa. Enfim o lar, e a consciência de que perdi 6h da minha vida da zona oeste à zona sul e da zona sul à zona oeste.

Ruas sem placas: Que confusão andar no RJ

Esses dias precisei ir ao Méier, era domingo. Quando voltei, errei ao entrar numa rua, me perdi. Comecei  seguir uma viatura da polícia porque achei que me dariam alguma informação. Depois desisti da idéia porque o lugar parecia muito, (como eu diria favela sem ser preconceituosa?) perigoso.

Daí resolvi ir pelo instinto, fui muito ajudada nesse instinto pois tinha como co-piloto meu Boyfriend. E vamos em frente: consegui chegar na Av. Automóvel Clube, passei ao lado do Nova América e segui em frente, me deparei com uma bifurcação onde tinha uma placa escrito “Barra”, não entrei porque achei que ia entrar na linha vermelha ou amarela, quando passei da entrada, percebi que a árvore escondia a placa que dizia “Av. Brasil”.

Pirei. Nos perdemos de novo! Resolvi finalmente obter informação mais de um quilômetro à frente onde, num bar, todos estavam bebendo. (Neste momento eu e meu boyfriend discutíamos sobre quem seria a personagem mais indicada para pegar uma informação: com a polícia, com um taxista, com um jornaleiro ou uma pessoa bebendo num boteco). Informação recebida, conflitei minha lateralidade e entrei na rua errada, aí a culpa é toda minha. Consegui pegar a Av. Automóvel Clube de novo, mas totalmente sem placas indicativas. Muito à frente conseguimos pegar o caminho para Av. Brasil (Já estávamos na Penha). Quando subimos no retorno para pegar a Avenida, não vimos nenhuma placa, passei direto e entrei na “Nova Dutra”. Que ódio!

Andei mais uns quilômetros, e toma-lhe queimar gasolina, meu carro indicando que ia ferver e nada de encontrar um retorno, mais à frente, entramos para uma agulha que ia pra um motel e conseguimos o retorno. Nunca fiquei tão feliz em ler “Rio de Janeiro”.

Um parênteses: Estávamos sem almoço, eram 16h da tarde, um sol de rachar o côco e nada de um ambulante. (Onde eles estão quando precisamos deles?) Consegui entrar na Avenida Brasil. Quase chorei de felicidade!

Quando chegamos a Realengo o carro não aguentou: ferveu! Meu chevette 79 não suporta ser tão exigido, o carro ferveu junto com o fim da gasolina, sorte que paramos num posto. Bebemos água, o carro bebeu água e depois de todos mais fresquinhos, pegamos a estrada de novo.

Precisávamos passar no Jabour, perto de Senador Camará pegar coisas e pessoas, então caímos pra Bangu e seguimos em frente. Ao subir o viaduto, passamos por baixo de uma nuvem de chuva de verão, pingou um pouco mas fomos em frente. Quando pegamos a Avenida Santa Cruz, já em direção à Campo Grande passamos no maior temporal com sol que eu já presenciei. A agua batia no chão e o vapor subia. Implorei a Deus para um dia me dar um carro com ar condicionado que pelo menos seja mais novo do que eu.

Se nesse percurso todo que eu fiz para voltar pra Campo Grande, tivessem mais placas indicativas, eu não precisaria ficar me arriscando pedindo informações pra qualquer pessoa. Iria ter levado 40 minutos pra chegar em casa. Onde está a CetRio  que não vê essa necessidade de sinalização?

Cheguei em casa: 18h40. Ufa!