Quando o amor acontece

Sustenta Criações

Eu me lembro que eu queria sair pra me divertir, só pra provar pra mim mesma que ser solteira é divertido… e realmente é, mas mesmo tendo experiencias anteriores ruins, eu ainda acreditava que ser casada era muito melhor. Daí eu fui pra Lapa, berço da diversão noturna no Rio de Janeiro, e lá estava eu, sem nenhuma preocupação quando ele entra pela porta e me chamou atenção. Não porque fosse espalhafatoso, ou estranho, mas pelo seu charme extremamente discreto. Mas foi só isso, e eu continuei com minha despreocupação total.

Abre aspas para ‘despreocupação total’ no meu caso que quer dizer pagar mico como se nao houvesse amanhã!

E com meu jeito totalmente singelo grosseiro de ser, dei várias cortadas mesmo sem ter tido nenhuma investida e no final das contas acabo dando carona para todo aquele charme extremamente discreto. Papo vai papo vem, acabo sendo vencida pelo medo de me envolver, mas depois que o dia nasce, invisto sério em um contato e nesse contato posso garantir que foi no momento do primeiro beijo que eu disse sim!

Mas já estava traçado, disse o sim oficialmente 10 dias depois, mesmo já estando casada. Porque cruzei a barreira da mudança de status assim que o conheci. Eu até gostei de ser solteira, mas ser casada é um mundo de pequenas felicidades, que cresce a cada dia, formando em nós uma felicidade plena!

Não sem problemas, mas nem por isso com menos amor!

Hoje, faço 1 ano de casada!

Quem não sabe o que procura…

Esses dias passamos pelo dia dos namorados, e não existe data mais comercial do que essa num tempo em que as relações estão tão volúveis. Percebo muitas reclamações sobre relações desgastadas, pessoas que reclamam que só vivem sozinhas, mas quando conseguem formar um par, reclamam porque perderam a liberdade. Vai entender!.

Quando eu estava solteira, eu sabia exatamente o que eu estava procurando. Mas ao contrário do que eu pensava, muitas pessoas que buscam um relacionamento, não sabem, na verdade, o que procuram, ou medem seu amor com a régua da pseudo segurança. Ter um “bom partido” tormou-se mais importante do que ter alguém para amar, ou compartilhar. Qualidades como cortesia e honestidade se tornaram obsoletas.

E eu já tinha falado sobre isso outras vezes, mas esse tipo de comportamento parece inerente a esta geração, foi evoluindo com o tempo, ou “involuindo”. Porque não vejo esse tipo de atitude como vantajosa. Medir o valor de uma pessoa pessoa pelo que ela pode lhe proporcionar não é uma das coisas mais virtuosas. Mas a verdade é que todo mundo se junta por interesse. Veja meu caso: eu tenho total interesse no meu marido, interesse de que ele seja feliz, interesse nas coisas que ele faz, que ele fala, interesse em quem ele é e nas coisas que o amor dele por mim me proporciona. Mas nada material, só afetivo.

 Os casais já formados que me cercam sao todos muito sólidos no que tange à sentimento. Mesmo os casais bem jovens tem um amor sólido, sem traição, vivem para suas vidas e para a vida de seu par incondicionalmente. Sem perder a individualidade, sem perder o senso de quem se é, nunca desrespeitando a família que criaram e nada do que fazem diminui quem são. Paradoxalmente, na mesma medida que percebo que as pessoas solteiras estão com dificuldade de conseguir alguém para se amarrar, percebo uma enorme solidez nos casais jovens, que se uniram dos anos 90 pra cá.

 Nesse dia dos namorados eu percebi que em nenhum tempo da minha vida eu me senti tão bem comigo mesma. Porque (sem desmerecer os relacionamentos anteriores pois tiveram seu valor) me sinto realmente amada. E dessa vez não é volúvel, dessa vez não é oportunismo, dessa vez não estou sendo usada, dessa vez é de verdade.

E por mais que eu observe que algumas pessoas tem como conceito uma forma equivocada de procurar uma pessoa para unir-se, isso sempre vai existir nos diversos tipos de sociedade. Só venho a lamentar por esse equívoco, pois quem não sabe o que procura, nunca percebe quando encontra!