Brechó é Vida

Texto escrito por Gisa Pereira:

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Falando sobre Brechó…❤️

Um grupo de mulheres se encontrava aos sábados na estação de trem de Madureira para fazer vendas e trocas de roupas. Esse grupo cresceu muito e à estação ficou pequena.
E assim começou a proliferação das feiras de brechó…

Da estação de Madureira para o Rio de Janeiro, é assim que tem sido.

Bazar do Méier, cufa, parque de Madureira, Império, campo Grande, Cachambi, Praça de Cascadura…
É a moda sustentável invadindo a cidade. E tudo isso começou ali, naquele aperto.
Nós começamos tudo isso. 😍

Eu penso que seja ótimo ter várias opções de bazar. Mais oportunidade de emprego, mais oportunidade pra quem quer se vestir bem e gastar muito pouco.

Estamos quebrando preconceitos.
As pessoas estão conhecendo um brechó com nova cara, uma cara mais jovem.
Estão começando a entender que o brechó de hoje é muito diferente daquele de antigamente, que terno do tataravô não está mais a venda 😂

Nesse sábado dia 06/05 acontecerá em Madureira 3 eventos de brechó quase que simultâneamente.
Sabe o que isso quer dizer?
São mais de 400 mulheres complementando a renda da família com o dinheiro que vem das feiras, algumas vivem somente disso. São milhares de pessoas tendo a oportunidade de comprar roupa de qualidade por um preço acessível (convenhamos que o valor das lojas já não cabe mais no orçamento familiar faz tempo).
São crianças saindo felizes com aquele brinquedo.

Brechó é sustentabilidade. Vamos respeitar (vamos nos respeitar) 😉

Ainda acrescento… BRECHÓ É VIDA ❤️

GirlBoss – Não é tão fácil assim

girlboss

Há dois anos atrás, em meio um turbilhão de problemas, me caiu no colo a oportunidade de ter meu próprio negócio. Ganhei um saco de coisas de minhas amigas e dei meu primeiro passo em direção à minha liberdade. Ledo engano quem pensa que é moleza. Ledo engano de quem pensa que é uma delícia ficar sem saber se vai conseguir vender, se é mole levar calote, se é divertido não saber se as contas vão fechar no fim do mês.

Porque o mês, para quem trabalha por conta própria, nunca tem fim.

Montei meu brechó, vendo, por meio de marketplaces, redes sociais e tenho minhas clientes fiéis. Atendo na minha casa para algumas clientes VIP. Isso não é tudo. Eu faço cursos de gestão, contabilidade, recolho fisco, declaro imposto, tenho cnpj e cuido de tudo como um negócio real. Porque é meu negócio. É isso que eu faço: Bazar é minha vida. Estou ligada em oportunidades, pessoas, eventos, todo o tempo.

Comprar e vender, não é uma modinha pra mim. Comprar e vender é uma coisa séria. Prazo, apresentação, embalagem, qualidade. Eu cuido com cuidado do que estou apresentando, com o carinho de quem está recebendo. Porque eu recebo das minhas clientes o mesmo amor com o que entrego minhas peças.

Assistindo a série Girlboss no Netflix, me pareceu muito fácil ter um negócio de brechó, mas não é. Você tem que ir atrás do cliente, não é fácil como nos Estados Unidos, viver de brechó no Brasil. Mercado superlotado por pessoas sem qualificação e sem preparo que vêem no ramo somente uma oportunidade na crise. E também nos deparamos com pessoas preparadas que estão no ramo há muito tempo e que já conquistaram seu espaço. É entre essas pessoas que eu quero estar.

Eu, não preciso, nesse momento da minha vida de ninguém que seja um degrau pra mim, porque eu consigo subir sozinha, mas ter parceiras para concretizar essas ambições é maravilhoso.

Quando começar um negócio, pesquise. Informe-se, qualifique-se, prepare-se. Conhecimento nunca é demais. Ter um negócio é preciso dedicação e persistência. Eu espero ter muito mais anos de história com o meu brechó. Mas fácil? Fácil não é!

A dona do bar

539693_424518710956094_923799176_nEla não tinha o que fazer, só tinha uma familia pra cuidar, mas ela queria ser dona, ela queria ser a dona do bar.

Pois é, eu andava entediada de só lavar, limpar e cozinhar pro meu marido e meus 4 filhos, eu queria um desafio maior, eu queria ser dona! Daí, conversando com meu marido, tivemos várias idéias e resolvemos abrir um bar! Agora, além de fazer tudo que eu fazia, eu também tenho um bar e trabalho nele. E cá estou eu à frente de um bar. Sentindo a dor e a delícia de estar atrás de um balcão, ouvir histórias, vejo as pessoas sorrindo, se divertindo, algumas reclamando outras contando da vida. Risos o tempo todo.

Eu trabalhei a minha vida toda. Nunca viajei, nunca fui a lugares muito badalados, e até tenho boas lembranças mas a maioria são ruins. Mas agora, a minha vida começa a tomar outro rumo, e ter um outro brilho. Ter um bar, ter um negócio é a a coisa mais surpreendente e fantástica que eu já fiz na minha vida. É um esforço diário para manter as coisas funcionando, é lidar com as mais diversas adversidades , as mais diversas personalidades, sóbrias ou não. Ser comerciante é antes de tudo uma atividade infinitamente desafiadora.

Sempre contei coma  segurança de um salário, nunca atrasei uma conta e agora, arrisco muito a minha “segurança” para obter mais, e nem sempre dá certo. Ousar não é uma atitude puramente minha, a maioria das decisões ousadas não partem de mim. Meu sócio ( meu marido) sempre arrisca muito mais.  Mas eu sou a rocha, a segurança, ou seja, uma parceria na medida certa.

Conheço muitas pessoas, tento ser mais simpática do que sou habitualmente, e faço um enorme esforço para me enturmar, mesmo não tendo nenhum talento para isso. Enfim, ser dona de bar é o maior desafio que eu tenho hoje. E eu até que estou me saindo bem.

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