Como fazer uma pausa no trabalho

Amanhã é greve geral. E eu aqui morrendo de tédio. Cheguei ao ponto da minha vida, que só estou tranquila quando estou enlouquecendo de trabalho. Sei que preciso pegar leve, relaxar. Mas trabalho por conta, mato um leão por dia. Não consigo me dar ao luxo de esperar um dia passar para pensar em uma nova possibilidade, em uma nova negociação, em uma outra forma. Estou em Constante planejamento. 

Uma pausa para o café, é motivo para vislumbrar uma nova ideia, uma nova conexão para uma transação, um novo negócio. Enfim. Uma hiperatividade tão gigante, que num fim de dia de chuva, onde não há muito o que fazer, eu fico assim. Carente de trabalho. 

Não que eu não tenha o que fazer, mas é que sentar e assistir uma tv, me parece tão relaxante que não me atende. Quero estar em movimento, buscando, criando coisas. Sinto como se estivesse levemente procrastinando. Mesmo sendo​ minha própria chefe. Não me permito relaxar, tenho medo de amolecer. É preciso produzir, fazer, vender.

Mas o que se há de fazer. Vou aproveitar esse tempo para o ócio criativo. E traçar novas metas, novos planos B. Porque a gente pode não ter grana, mas conhecimento, vai se buscando.

Ah, essa minha vida empreendedora maravilhosa. #vida #trabalho.

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Mais uma vez falando de amor

o amor esta no arNos últimos dias tenho assistido a muitos filmes de amor, porque adoro vivenciar situações sociais alheias. Talvez por isso eu tenha uma péssima fama de fofoqueira. Porque tenho o costume de ficar observando situações cotidianas. É uma coisa que traz imenso prazer. Pensando muito na vida nos últimos dias e chegando perto de um ano de separada eu me vejo bem sensível de novo.

Por toda minha vida eu acreditei no amor, acreditei que deixaria cair meus livros e o grande amor da minha vida me ajudaria a juntá-los, e a gente se apaixonaria lindamente para o resto da vida e fim. Mas então me casei, me apaixonei lindamente e o cotidiano não foi um sonho. E quando tudo acabou, pensei que nunca mais ia amar ninguém.E cá estou, sem amar ninguém.

Mas então, estou de novo chorando com filmes sobre casamento, e sonhando com o dia que meus livros cairão no chão e alguém vai me ajudar a recolher. Sinto saudade dessas coisas.

Esse texto não é para moralizar essa coisa toda de paixão e servidão, mas somente para me lembrar que o sangue ainda corre e que tudo é possível, até eu andar  carregando alguns livros!

 

Viver sem romance é possível?

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Porque viver sem romance é tão chato? Sei que a vida tem um monte de outras prioridades, filhos, ganhar dinheiro, estudar, enfim, viver. Mas sem o tempero de uma paixão, o que fazer? Ter aquele último pensamento destinado para aquela pessoa, ter a expectativa de que vai encontrar, de receber uma ligação. Sorrir no meio do dia lembrando de alguma coisa que a pessoa disse.

Mas até chegar nessa parte,  tem todo um convencimento. Não da parte da pessoa, mas da sua parte. Porque a questão aqui não é a correspondência, mas o romance, a paixonite. É preciso que alguma coisa naquela figura te chame atenção. É preciso surgir uma admiração.

Seus olhos vão brilhar. E não importa se a pessoa é velha, nova, bonita, feia, gorda, magra. Aos seus olhos será sempre linda. E dirá coisas que vão fazer seu coração palpitar. Mesmo que seja uma piada sem graça. E seus pensamentos irão ser ocupados por feições,  você vai copiar o modo da pessoa falar, e vai ler livros que a pessoa recomendar. Porque você quer fazer parte daquele pequeno universo.

Mas só que na verdade, nesse momento não há nada disso. Apenas você, seus discos e livros. E suas próprias idéias a respeito da vida. E suas próprias experiências e dores. E você descobre que tem uma ruga interessante. E descobre um novo livro numa visita à livraria. E conhece novas pessoas numa festa, e percebe que existem novas idéias, e novos lugares. Descobre que gosta de um sabor diferente, prova novas coisas. E se olha no espelho e tem dias que está um horror. Acorda triste. E dias que acorda bem e está linda.

A vida sem um romance não é tão ruim. Mas não tem aquele calor de pensamento no final do dia. E sim uma oração agradecendo tudo!

Semana da Mulher–Métodos Contraceptivos

mtodoscontraceptivosComo podemos falar da semana da mulher, sem mencionar o que  mais nos libertou nos últimos anos: a liberdade de escolha de ter filhos ou não, e com isso a nossa libertação sexual, o direito à saúde, etc.

Vejo os métodos contraceptivos como uma grande possibilidade de liberdade da mulher. Mas para isso é preciso conhecê-los, e muita mulher não está muito por dentro das possibilidades, então vou descrever rapidamente aqui quais são e como funcionam.

Anel Vaginal – É um anel de silicone, transparente e flexível que contém hormônios (estrogênio e progestênio – os mesmos da pílula) que são liberados dentro da vagina. É colocado na vagina pela mulher e hormônio é liberado diariamente, deve ser trocado a cada 3 semanas com pausa de 7 dias. tem alta eficácia mas pode causar vaginite.

Pílula – É o mais popular entre as mulheres porque pode-se usar sem preocupação, mas é preciso ser comprometida pois sua eficácia depende da periodicidade de seu uso. É um medicamento a base de hormônio (estrogênio e progesterona ou apenas progestagênio), o inconveniente é que se esquecer de tomar, é nenem na certa!

Implante – Um bastão no tamanho de um palito de fósforo, e é colocado embaixo da pele por procedimento médico que contém hormônio (etonogestrel). A duração do método é de 3 anos, pode ser retirado a qualquer momento, tem alta eficácia porque não tem como esquecer!

Preservativo – O mais famoso, pode ser utilizado por mulheres e homens, com formatos diferentes para cada um, altamente utilizado por ser prático, o masculino é utilizado na hora da transa e o feminino pode ser inserido em até 6 horas antes. tem efetividade relativa pois pode romper, mas previne contra doenças.

Injeção contraceptiva – funciona como o anticoncepcional, pode ser aplicada de 3 em 3 meses ou mensalmente de acordo com a orientação médica, algumas suspendem a menstruação, também tem alta eficácia!

Diu – Tem dois formatos, com medicação e com cobre, ele é colocado dentro do útero por um ginecologista, o de cobre impede a fertilização aumentando o muco cervical, e impede a moblização dos espermatozóides no útero. Com medicação, funciona liberando hormônios no útero e também da mesma forma que o de cobre. Pode causar rejeição no corpo.

Adesivo transdérmico – um adesivo que funciona liberando hormônio, é um pouco caro e ainda pode descolar diminiundo a sua eficácia.

Esterelização – Exige intervenção médica e internação, consiste no corte das trompas, dificilmente reversível, o SUS só faz a cirurgia gratuita se vc tem mais de 25 anos e mais de 2 filhos, tem a maior efetividade.

Também existem os Métodos Naturais, como a tabelinha, coito interrompido e outros pouco conhecidos, mas são pouco confiáveis, não protegem contra doenças e quase não são efetivos porque a pessoa tem que ter um ciclo muito regular. Eu nem saberia informar como funciona.

Esses métodos, independente do uso que fazemos deles, existem para nos dar opções de escolher a vida que vamos levar. Sei que muitas mulheres tiveram “acidentes” maravilhosos em suas vidas e filhos que vieram de repente. Mas com a existência desses métodos temos total capacidade de planejamento de nossas vidas, da nossa carreira e das nossas opções.

Feliz dia Internacional da Mulher!

#mememar

Para ouvir:

Mulheres em dia de fúria

Existe, algum lugar do mundo, que mulheres que cometem crimes, durante a TPM tem sua pena reduzida, ou que cometem atrocidades nesse período sem motivação aparente. Mas é sabido que HOMEM/CIÚME é sempre uma motivação para toda nossa IRA. Existem pessoas que extravasam essa ira no que mais dói no homem, carro e grana. Pois todo o resto não tem valor nenhum (na visão masculino/machista). E existem pessoas como eu que por fora estão como paisagem mas por dentro está gritando e se descabelando querendo colocar fogo em tudo. Então, em homenagem a toda minha ira, a todo meu ciumes e toda ira feminina, seguem exemplos que não devem ser seguidos.

 

Agora vai lá esperto! Tenta a sorte!

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Relacionados: Mulheres traídas (G1)

Quem não sabe o que procura…

Esses dias passamos pelo dia dos namorados, e não existe data mais comercial do que essa num tempo em que as relações estão tão volúveis. Percebo muitas reclamações sobre relações desgastadas, pessoas que reclamam que só vivem sozinhas, mas quando conseguem formar um par, reclamam porque perderam a liberdade. Vai entender!.

Quando eu estava solteira, eu sabia exatamente o que eu estava procurando. Mas ao contrário do que eu pensava, muitas pessoas que buscam um relacionamento, não sabem, na verdade, o que procuram, ou medem seu amor com a régua da pseudo segurança. Ter um “bom partido” tormou-se mais importante do que ter alguém para amar, ou compartilhar. Qualidades como cortesia e honestidade se tornaram obsoletas.

E eu já tinha falado sobre isso outras vezes, mas esse tipo de comportamento parece inerente a esta geração, foi evoluindo com o tempo, ou “involuindo”. Porque não vejo esse tipo de atitude como vantajosa. Medir o valor de uma pessoa pessoa pelo que ela pode lhe proporcionar não é uma das coisas mais virtuosas. Mas a verdade é que todo mundo se junta por interesse. Veja meu caso: eu tenho total interesse no meu marido, interesse de que ele seja feliz, interesse nas coisas que ele faz, que ele fala, interesse em quem ele é e nas coisas que o amor dele por mim me proporciona. Mas nada material, só afetivo.

 Os casais já formados que me cercam sao todos muito sólidos no que tange à sentimento. Mesmo os casais bem jovens tem um amor sólido, sem traição, vivem para suas vidas e para a vida de seu par incondicionalmente. Sem perder a individualidade, sem perder o senso de quem se é, nunca desrespeitando a família que criaram e nada do que fazem diminui quem são. Paradoxalmente, na mesma medida que percebo que as pessoas solteiras estão com dificuldade de conseguir alguém para se amarrar, percebo uma enorme solidez nos casais jovens, que se uniram dos anos 90 pra cá.

 Nesse dia dos namorados eu percebi que em nenhum tempo da minha vida eu me senti tão bem comigo mesma. Porque (sem desmerecer os relacionamentos anteriores pois tiveram seu valor) me sinto realmente amada. E dessa vez não é volúvel, dessa vez não é oportunismo, dessa vez não estou sendo usada, dessa vez é de verdade.

E por mais que eu observe que algumas pessoas tem como conceito uma forma equivocada de procurar uma pessoa para unir-se, isso sempre vai existir nos diversos tipos de sociedade. Só venho a lamentar por esse equívoco, pois quem não sabe o que procura, nunca percebe quando encontra!

Terminar o namoro ou demitir um ex-amor?

A Revista Gloss esse mês publicou um “pequeno manual do fim” com dicas para terminar um namoro.

Mas houve uma comparação que me chamou atenção: Terminar um namoro é como demitir um funcionário. Aí sim!

Sempre fica uma enorme tristeza, porque todo fim é triste, porque mais uma vez não deu certo e isso é doloroso.

Partindo do princípio que todo relacionamento é um “contrato”, a situação é totalmente perfeita. Porque quando essa relação começa há toda uma combinação sobre o que é agradável para ambos, o que os dois gostam, o que não gostam e o que não querem. Há a sintonia sexual, há algumas coisas que são necessárias para que o namoro continue agradável. Mas assim como numa empresa, chega um momento em que o comportamento e a produção do funcionário não são mais os mesmos. E então, a empresa precisa dispensá-lo, mas não, sem antes, advertí-lo de que está a descontento o que anda fazendo.

Essa conversa acontece, sempre acontece. Mas às vezes não é num momento propício ou passa desapercebido por conta do ar informal no que ela acontece. Às vezes, por excesso de intimidade do “gerente” com o “funcionário”, este último acha que aquilo não vai dar em nada, e no fundo, não vai dar mesmo. Ainda mais porque um dos lados sempre se sente injustiçado, ou por amar demais, ou por estar acomodado demais.

Eu já demiti uma grande quantidade de funcionários na minha vida profissional, e também já demiti outros tantos relacionamentos que, no fundo, já estavam fadados ao fim muito antes do fim. Mas em todas as vezes eu senti muito. Acontece que os cães ladram, mas a caravana não pára.

Algumas empresas costumam readmitir funcionários que sairam da empresa, mas no caso de um namoro, reatar pode ser uma tragédia. Assim como li uma vez que “voltar para o ex é como comprar um carro que já foi seu, vem com os mesmos problemas, só que mais rodado”. Depois que a relação termina, pouco pode se aproveitar. Porque quando ficamos distantes, ficamos pensando só nas partes boas, as brigas desaparecem. Mas quando há a reaproximação, não demora muito para você se lembrar do que fez com que se separassem.

As dicas nesses casos vocês podem conferir na revista. A minha dica é: Viva sua vida, ande de bicicleta, leia um novo livro, vá ao cinema, saia com amigos, e vá à praia. Com o tempo você vai perceber que se amar é mais proveitoso do que tentar continar num relacionamento falido.