Ela é a mãe

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Minha mãe tem uma história de vida muito sofrida. Tem uma tragetória muito solitária. Tem uma bravura muito grande e uma doçura maior ainda.

Quando eu era criança, a minha mãe era muito velha. Vivia cansada de seus grandes problemas que a gente por ser criança ainda não via. Aos 35 anos minha mãe parecia ter 50.Aos 40 minha mãe parecia ter 60 anos: bem gordinha,cabelo branco, roupas desajeitadas.

Mas a vida foi sendo gentil com ela e ela foi desabrochando…um dia um sorriso melhor, no outro um óculos mais jovem, uma tinta no cabelo, um novo corte, roupas melhores e o melhor ainda: foram ficando pelo caminho muitos traumas e tristezas. Hoje, aos 60 anos minha mãe parece ter 40. E mesmo com a enorme carga que ela tem nos ombros ela vai seguindo com a maior leveza.

A gente nunca se deu muito bem. Talvez por sermos muito parecidas. Mas depois que também fui mãe comecei a compreendê-la melhor e agora ela é minha melhor amiga.

Fico surpresa de ver como ela evolui através dos tempos e como melhora a cada dia.

Mãe, você é uma gigante guerreira! Eu te amo!

Mãe aos 30 e uns

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Depois de passado a recuperação do parto, tenho experimentado uma das melhores sensações do mundo: a de ser mãe. Sei que já fui mãe, mas é uma nova sensação de amor, cercada dos outros filhos e do meu marido. Parece que a palavra amor ganha um real sentido. O sentido de família, o sentido de um elo que não se rompe.

Engraçado como as coisas boas se aproximam de nós quando a gente se sente bem. Tenho recebido várias manifestação de afeto de pessoas queridas, tenho encontrado várias pessoas, tem acontecido várias trocas de amor, de idéias, de emoções.

Acho que aos 33 anos posso dizer que cheguei ao ápice da minha felicidade!

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Grávida aos 30 e uns

IMG_20131209_140625Lá se vão 9 meses e um monte de histórias, acontecimentos e transformações pessoais neste período de grandes doses de hormônios e alterações físicas. O começo dessa gravidez foi difícil como qualquer uma, eu tinha acabado de me separar, meu filho teve dificuldade para aceitar, minha família teve dificuldade para me entender, eu tive dificuldade para digerir que eu iria ter um filho 10 anos depois de já ter sido mãe. Tive que aceitar meus medos e vencê-los entre outros dissabores que vivi também na minha primeira gravidez. Mudar os planos e esperar, esperar, esperar.

Mas assim como minha barriga foi crescendo, foi crescendo todo amor à minha volta. Eu e meu marido reatamos, nossos filhos reataram, minha família ficou mais maleável e eu fui ficando mais madura, comecei a dar real valor ao que mais importa: minha família.

Tive grande ajuda de amigos que me disseram coisas duras, mas necessárias, e cá estou eu reunida com minha família de novo contando os dias para o bebê nascer.

Ser mãe aos 33 anos é muito difícil pra mim que não tinha nenhuma intenção de ter um bebê nos braços nessa altura da minha vida. Meus planos para 2013 e 2014 eram voltar pra faculdade, arrumar um emprego regular, fazer cursos da minha área de formação e cá estou eu em meio a cueiros e fraldas esperando Miguel chegar.

Assim como meu primeiro filho mudou minha vida pra melhor, Miguel está mudando muito tudo à minha volta. Meu marido apaixonado e meus filhos encantados com a idéia de um novo irmão é tudo que eu poderia esperar. Eu mudei muito, amadureci. E agora estou na expectativa do meu novo bebê. E que Deus me ajude!

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Duplamente mãe solteira

Uma das coisas que eu mais tinha medo na vida era de ser mãe solteira. E eu fui. Mas uma das coisas que mais me dava medo depois disso era ser mãe solteira de novo: E cá estou eu! Estou grávida!

Foi assim: primeiro um extremo mal estar, depois uma irritação extrema, e então um exame de sangue e lá estava um bebê.

Ninguém está preparado para as coisas que acontecem nas nossas vidas, mas isso realmente me surpreendeu, uma coisa tão definitiva e permanente, que vai me acompanhar pro resto da vida e vou ter que me dedicar não só a um filho, mas a dois. Eu não sei o que pensar. Tenho me preparado psicilógicamente para que meu nervosismo não chegue ao bebê e para que ele se sinta amado.

Para me acostumar com a idéia comecei a me lembrar de como meu primeiro filho me trouxe tantas coisas boas, como a faculdade, e o trabalho, porque tive que trabalhar cada vez mais, infelizmente ficava com ele cada vez menos. Mas não fui tão perseverante, ainda não me formei e agora não tenho mais 20 anos, tenho 30 e uns e  enfim, …. Só sei que meu primeiro filho hoje é meu maior orgulho, esperto e inteligente é extremamente meu amigo e companheiro. É a pessoa que tem ficado do meu lado e que vai me apoiar durante todo esse processo. E depois dele, afinal.

Bem, para ocupar a mente tenho visto várias coisinhas de bebê e costurinhas pra me distrair. E é isso que tenho feito. Vou receber essa criança e preciso estar preparada.  Apesar de ser mãe solteira dar um medo danado, não é de todo ruim, é uma possibilidade de vc dedicar-se integralmente ao nenê, e se tornar mais forte para as coisas da vida.

No meu caso, mexe com minha ciratividade, e por isso, tenho pensado tanto em costurar.

Sobre amor de mãe

Hoje, numa visita ao consultório do dentista, me deparo com uma reportagem numa revista Marie Claire sobre várias formas da maternidade. Acabou ocorrendo-me que também tenho uma forma variada de maternidade. Sou mãe solteira. E há pouco tempo acabo de me descobrir mãe emprestada de outras crianças. Casei-me de pouco com um pai solteiro de 3 crianças.

Para quem nunca esperava ter filhos e achava que um era demais, até que me saio muito bem com todos em casa. Sempre achei que ser mãe era um grande problema, mesmo só tendo um filho. Agora que tenho muitos, tenho que reconhecer que ser mãe, é sobretudo um enorme prazer. Cada filho com sua particularidade, seu jeito de demonstrar carinho, sua maneira de pensar, suas preferencias e sua forma de sofrer.  São pequenos adultos em formação. Por muitas vezes me peguei em oração pedindo amor de mãe, pedindo sabedoria para enfrentar a barra que é ganhar de uma hora pra outra essa grande responsabilidade. E ganhei!

Não importa como a maternidade chega, em algum momento você vai acordar de madrugada, olhar exausta para aquele rostinho indefeso e vai pensar “vale a pena”. Sempre vai encontrar nesse pensamento, um estímulo para dar o próximo passo, mesmo estando com o corpo cansado, mesmo morrendo de sono, uma mãe sempre vai levantar seu corpo cansado em socorro do seu filho, e por mais que por dentro sangre, uma mãe sempre vai se esforçar para esboçar um meio sorriso, só pra agradar. É aquele doce a mais no pote, aquele abraço que ampara, aquela ralhada que faz edificar. Por muitas vezes me pego olhando para as crianças brincando e penso: obrigada! Porque muito mais do que instruí-los, formá-los, e compartilhar de momentos maravilhosos, são eles que me ensinam coisas, é uma troca sem fim.

Pois o que é a maternidade senão a cessão de um amor inexplicável por outro ser, totalmente descompromissado, totalmente devocional, de uma forma desesperada mas paradoxalmente moderado a ponto de permitir que o outro ser descubra-se. A maternidade para mim inicialmente era sinônimo de dor, de abandono e de uma grande sensação de vazio, que com o passar dos anos foi se transformando magicamente num enorme sentimento, que tomou conta de mim. E hoje posso dizer seguramente que não poderia viver sem meu filho, sem meus filhos.

Dia das mães: Quando fui mãe

Eu nunca pensei em ser mãe. Não estava nos meus planos. Mas hoje eu adoro as surpresas que a vida me traz. Porque ela me trouxe meu filho. Minha gravidez foi muito difícil, muito triste, mas quando eu vi pela primeira vez aqueles olhinhos eu me senti mais forte, uma pena que não por muito tempo. Tive depressão pós parto e trabalhei muito cedo por muito tempo, estudei e só fui me acostumar com meu filho de uns 4 anos pra cá.

Meu filho é a minha centralização como ser humano. Nunca deixei faltar nada pra ele. Todos os dias quero compensar o amor que deixei de dar por algum tempo. Mas ele é a certeza de que um dia vou ser mãe de novo. Cada vez mais estamos unidos, cada vez mais confiamos um no outro. E que fique claro, que nunca, em tempo algum, mesmo estando mergulhada em trabalho, eu deixei de lhe dar um beijo ao chegar e outro ao sair para que ele se esquecesse de mim. Ele é a razão da minha luta, é o que me inspira a nunca desistir.

Mae do Ano

Nunca me passou pela cabeça ser mãe, e eu tenho refletido muito sobre isso, mas depois de ver essas fotos meu fardo ficou leve, leve!