Calada eu ganho mais

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Tenho perdido muito tempo abrindo minha boca, é por ela que sai toda minha raiva, tristeza e ira. Mas esses são sentimentos que não devemos cultivar. Ficando calada vou ganhar mais, mas é um exercício muito difícil de praticar, mas vou me esforçar a cada dia para desenvolver o dom do silêncio e assim guardar meus pensamentos e conviver melhor com as pessoas.

Mas como é difícil se calar, meu corpo estremece, eu nao consigo controlar. Cada vez mais acho que me pareço aquelas tias velhas e chatas, muita das vezes tento controlar, muitas até consigo, mas ultimamente tenho estado no limite, e daí vomito tudo. Já tentei até a técnica do copo dágua.  Mas diante de algumas situações eu não tenho conseguido. Algumas coisas que no fim, vão me atingir diretamente, eu não tenho tido paciência de calar. Mas preciso!

Porque é pela boca que se fere, é pela boca que se magoa, é pela boca que se diz a verdade e que também se diz a mentira. Pela boca é por onde fogem nossos segredos, pela boca é que mostramos quem somos. O único lugar de total liberdade é nos nossos pensamentos, e viver com franqueza não é o luxo de muitas pessoas. A gente pode mostrar inquietação, revolta, indignação e outras reações pelas nossas expressões, mas quando se fala, quando joga pra fora, é quando você se torna culpada, você se torna sempre algoz.

Eu não quero ser algoz, eu não faço por mal, silenciada eu não faço mal, eu preciso me silenciar, assim não causo o mal.

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A dona do bar

539693_424518710956094_923799176_nEla não tinha o que fazer, só tinha uma família pra cuidar, mas ela queria ser dona, ela queria ser a dona do bar.

Pois é, eu andava entediada de só lavar, limpar e cozinhar pro meu marido e meus 4 filhos, eu queria um desafio maior, eu queria ser dona! Daí, conversando com meu marido, tivemos várias idéias e resolvemos abrir um bar! Agora, além de fazer tudo que eu fazia, eu também tenho um bar e trabalho nele. E cá estou eu à frente de um bar. Sentindo a dor e a delícia de estar atrás de um balcão, ouvir histórias, vejo as pessoas sorrindo, se divertindo, algumas reclamando outras contando da vida. Risos o tempo todo.

Eu trabalhei a minha vida toda. Nunca viajei, nunca fui a lugares muito badalados, e até tenho boas lembranças mas a maioria são ruins. Mas agora, a minha vida começa a tomar outro rumo, e ter um outro brilho. Ter um bar, ter um negócio é a a coisa mais surpreendente e fantástica que eu já fiz na minha vida. É um esforço diário para manter as coisas funcionando, é lidar com as mais diversas adversidades , as mais diversas personalidades, sóbrias ou não. Ser comerciante é antes de tudo uma atividade infinitamente desafiadora.

Sempre contei com a  segurança de um salário, nunca atrasei uma conta e agora, arrisco muito a minha “segurança” para obter mais, e nem sempre dá certo. Ousar não é uma atitude puramente minha, a maioria das decisões ousadas não partem de mim. Meu sócio ( meu marido) sempre arrisca muito mais.  Mas eu sou a rocha, a segurança, ou seja, uma parceria na medida certa.

Conheço muitas pessoas, tento ser mais simpática do que sou habitualmente, e faço um enorme esforço para me enturmar, mesmo não tendo nenhum talento para isso. Enfim, ser dona de bar é o maior desafio que eu tenho hoje. E eu até que estou me saindo bem.

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Update 2018:

Depois dessa aventura, passei a dever as pessoas, mas foi uma crise que ainda estou tentando me recuperar.