Terminar o namoro ou demitir um ex-amor?

A Revista Gloss esse mês publicou um “pequeno manual do fim” com dicas para terminar um namoro.

Mas houve uma comparação que me chamou atenção: Terminar um namoro é como demitir um funcionário. Aí sim!

Sempre fica uma enorme tristeza, porque todo fim é triste, porque mais uma vez não deu certo e isso é doloroso.

Partindo do princípio que todo relacionamento é um “contrato”, a situação é totalmente perfeita. Porque quando essa relação começa há toda uma combinação sobre o que é agradável para ambos, o que os dois gostam, o que não gostam e o que não querem. Há a sintonia sexual, há algumas coisas que são necessárias para que o namoro continue agradável. Mas assim como numa empresa, chega um momento em que o comportamento e a produção do funcionário não são mais os mesmos. E então, a empresa precisa dispensá-lo, mas não, sem antes, advertí-lo de que está a descontento o que anda fazendo.

Essa conversa acontece, sempre acontece. Mas às vezes não é num momento propício ou passa desapercebido por conta do ar informal no que ela acontece. Às vezes, por excesso de intimidade do “gerente” com o “funcionário”, este último acha que aquilo não vai dar em nada, e no fundo, não vai dar mesmo. Ainda mais porque um dos lados sempre se sente injustiçado, ou por amar demais, ou por estar acomodado demais.

Eu já demiti uma grande quantidade de funcionários na minha vida profissional, e também já demiti outros tantos relacionamentos que, no fundo, já estavam fadados ao fim muito antes do fim. Mas em todas as vezes eu senti muito. Acontece que os cães ladram, mas a caravana não pára.

Algumas empresas costumam readmitir funcionários que sairam da empresa, mas no caso de um namoro, reatar pode ser uma tragédia. Assim como li uma vez que “voltar para o ex é como comprar um carro que já foi seu, vem com os mesmos problemas, só que mais rodado”. Depois que a relação termina, pouco pode se aproveitar. Porque quando ficamos distantes, ficamos pensando só nas partes boas, as brigas desaparecem. Mas quando há a reaproximação, não demora muito para você se lembrar do que fez com que se separassem.

As dicas nesses casos vocês podem conferir na revista. A minha dica é: Viva sua vida, ande de bicicleta, leia um novo livro, vá ao cinema, saia com amigos, e vá à praia. Com o tempo você vai perceber que se amar é mais proveitoso do que tentar continar num relacionamento falido.

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3 pensamentos sobre “Terminar o namoro ou demitir um ex-amor?

  1. A-d-o-r-o…. as coisitas que cá escreves… Mas tenho de manifestar minha opinião… E quando se trata de relacionamentos eu acredito firmemente que se ainda existir amor… vale apena tentar um bocadinho mais, ajustar algumas coisas, trocar outras, limpar os ármarios do coração, dar uma nova chance, se doar na empreitada. A falência de um relacionamento nunca é culpa de uma pessoa exclusivamente sempre ambos estão envolvidos no processo. E, como amores verdadeiros não dão em pomares. Cada dia ao menos pra mim está mais difícil colher um amor fresquinho no pé da árvore dos amores. Então esgotemos as possibilidades de ser feliz antes de jogar o amor pela escada…
    Bjs Dani.

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  2. Adorei suas palavras… estava vagando pela net, procurando significados para umas palavras desconhecidas ( estou fazendo palavras-cruzadadas) e acabei vindo parar aqui porque, sem querer achei um link sobre relacionamentos e por acaso estou solteira de novo à dois dias… terminamos por causa de religião. Ele se diz ser evangélico ( apesar de fazer e dizer algumas coisas que o condenam ) mas, eu gostava demais dele e terminamos pois ele dizia que para ficarmos juntos, eu teria que seguir o mesmo caminho que ele e me tornar uma pregadora da palavra de Deus. Eu não sou e nunca fui muito religiosa e acredito que haja uma força superior, mas não entra na minha cabeça de que Deus é o criador de tudo e que Ele tem o poder de nos dar o que pedirmos com fé… acredito que o que eu estiver precisando, eu terei que batalhar para conseguir e foi através desse pensamento que cheguei a conclusão de uma coisa que eu já sabia: se alguém me amar, será pelo o que eu sou! Desculpe pelo desabafo. Gostaria de ler opiniões… Bj

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  3. Querida,todo fim é ruim. Realmente quando há um choque cultural, se não prevalecer o amor é muito difícil continuar. Acho que o fim no seu caso doeu por perceber que a sua cultura, ou o que vc pensa a respeito de divindade pouco importou, por mais que houvesse amor, ele não foi assim tão forte. Você acabou me inspirando para um novo post: Recomeçar depois do fim, hehehe.Aguarde!

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