No lugar certo, na hora errada – Quem Matou Getúlio Vargas

Tenho me divertido nos últimos difíceis dias, lendo essa pérola de Jô Soares. Ao começar a ler um livro, não tenho por costume, ler suas abas. É como se fosse um segredo. Só as leio depois que já devorei mais da metade do livro e termino com uma cara de: ã, era isso!

Puro capricho. O livro é “Quem matou Getúlio Vargas” de Jô Soares. No começo achei um saco, mas com o desenrolar da história comecei a me identificar com o personagem principal. Mas o que teria Dimitri Borja Korozec em comum comigo? Nunca estive perto de realizar nenhum fato histórico, não sou anarquista e nem tenho doze dedos, mas depois que li a contra capa:

Ele é o homem certo: formou-se numa escola de assassinos altamente conceituada, tem uma pontaria extraordinária e está sempre disposto a dar cabo dos tiranos que infestam o mundo. Mas sofre de um problema crônico: é desastrado. Com ele não tem meio-termo: é tudo por um triz. Em 1914, por exemplo, na Europa, foi ele quem quase desencadeou a Primeira Guerra Mundial… E é sempre assim, negando fogo, que o anarquista Dimitri Borja Korozec participa ativamente de importantes episódios históricos e convive com estrelas como Mata Hari, Al Capone, Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, entre outros. Com seu humor infalível, Jô Soares faz a biografia fictícia de um assassino especializado em tiro pela culatra. E mostra que às vezes a própria História — a verdadeira — parece coisa de humorista.

Ressalto os grifos como verdade para minha própria vida. Todas as decisões que tomei até hoje não foram muito acertadas, mas fora repletas de boas intenções, ou seja, o acerto era quase certo, mas com 100% de chance, deram errado. Mesmo quando uma coisa parece corriqueira, para mim, tem alguma coisa de anormal (Como o coletor do lixo reciclado que me grita no portão às segundas-feiras mas é mudo).

Sei que vou continuar refletindo antes de dar o próximo passo e planejando sempre algo à frente, mas com a tendência natural de que os planos vão dar errado, fica muito emocionante prosseguir. A meu ver isso não é muito ruim, pois com o passar dos anos, acabei adquirindo uma ótima capacidade de lidar com o efeito-surpresa. Se fracasso é meu nome, meu sobrenome é jogo de cintura. E por mais que os meus dias tem sido difíceis, mesmo com pessoas tripudiando, mesmo com uma falta de crédito, eu não sou uma desistente.

Mesmo sem formação, mesmo não falando inglês, mesmo não estando magra, mesmo sem plano de saúde e sem investimento eu vou dar a volta por cima: Quem viver verá!

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E para você que leu esse texto achando que ia encontrar uma resenha sobre o livro, aqui encontrei o download do livro (aperte ctrl+s para salvar).

Ah, muito importante também é uma crítica negativa do livro feita por J. D. Borges  e observações históricas para quem gostaria de fazer o acompanhamento.

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