Durante a guerra, um voto para a paz no Rio de Janeiro

Frente a esse episódio de contenção da violência no Rio de Janeiro, começo a pensar no momento atual de todos os anos, onde acabamos de sair de uma eleição e já temos que começar a distribuir votos. Votos de prosperidade, de feliz ano novo, de felicidade. Afinal de contas, um ano se finda e outro virá. Para o próximo ano aqui no Rio de Janeiro acho que a unanimidade será de votos de paz.

Já há algum tempo eu comecei a perceber uma evolução na nossa sociedade, pelo menos nas pessoas com as quais eu convivo mas acredito ser uma vontade geral. As pessoas já estão cansadas de ultrajes. As pessoas já estão cansadas de corrupção, e pornografia e imoralidade. Depois do fim dos anos 90 cheio de escândalos, crimes e pornografia, percebo  na sociedade da minha geração, nesta primeira década de um novo século, a busca pela moralidade. Infelizmente não percebo isso nas novas gerações. Mas essa geração e suas famílias que cresceram ouvindo Legião Urbana, que ainda tem poesia em sua leitura, que ainda têm fortes valores morais, buscam a ordem em suas vidas. Talvez por isso tantas igrejas, talvez por isso mais e mais pessoas busquem a Deus quando ainda se há de encontrar.

Resultado disso e também da exibição para todos os públicos do filme “Tropa de Elite” (sim, pois quando cai no mercado da pirataria até o mendigo da esquina assiste no camelô) é  esse vasto apoio da população às ações da polícia. As pessoas estão acreditando no Estado.

Não falo o Estado representado por seu Governador, não quero dar a este texto um cunho político. Digo Estado, no seu significado real, como instituição organizada, social e política, atuante e responsável pelo controle social.

Meus votos, independente de quem foi eleito no último pleito, vai para a sociedade, que atua no individual e no coletivo, que se orgulha das suas origens, que se orgulha desse Rio de Janeiro tão plural, tão cativante, são de paz. Pois temos nossas vidas para viver, nossos filhos para criar e não podemos ficar à mercê de desordeiros.

Rio de Janeiro é a cidade que eu tenho orgulho de ter nascido e de viver desde o meu nascimento. Rio, você que foi feito para mim e todos os seus habitantes, não pode se dar como vencido! Até Tom Jobim percebeu e se apaixonou: Meus votos são da mantenedura do título de Cidade Maravilhosa!

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