
Este ano foi um ano muitíssimo positivo na minha visão, mas um ano muito tenso para a sociedade. Foi ano de eleições, importantes, pra gente e para os Estados Unidos. É um ano histórico. Este ano foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, e está sendo ovacionado. Não por ser negro, mas pela sua competência, pela sua magnífica forma de pensar, quase um messias.
Este ano perdemos grandes ícones da arte: Luis Carlos Tourinho, Dercy Gonçalves, Beto Carreiro, Dorival Caymmi, Valdick Soriano. Cada qual no seu segmento foi destaque de época.
Perdemos Eloá, perdemos Isabela, perdemos uma infinidade de outros anônimos de forma covarde e insana dessa nossa sociedade corrompida e carente de Deus e de atenção.
Foi ano de Olimpíadas, mas eu nem vi. Não vi nehum jogo, nenhuma competição, nada, porque eu tava muito ocupada fazendo campanha política (era meu trabalho). Comecei o ano como estagiária, cursando Administração, estava secretária particular, estive na Prefeitura
e termino o ano engordando as estatísticas do desemprego, tentando reabrir meu curso e extremamente orgulhosa de ter participado da primeira formatura do meu filho (ele foi pra 1ª série do ensino fundamental).
Este ano eu comprei meu patins, comprei um gravador de DVD, Comprei um frigobar, reformei meu quarto e a sala e descobri que sei assentar piso melhor que o pedreiro daqui.
A crise financeira que começou com a falência do banco americano Lehman Brothers começou a atingir meu bolso, o quilo de feijão a R$5,00 é simplesmente um absurdo, acho que vou montar uma aldeia sustentável no meu quintal.
Reencontrei amigos muito queridos, pessoas que eu não via há anos, recebi uma visita que espero há uns 5 anos e estive mais próxima a pessoas que muito estimo por tempo suficiente pra lembrar o quanto elas valem a pena.
Gabeira perde as eleições no Rio de Janeiro, o que pra mim se compara ao Brasil perder uma final da Copa do Mundo. Em minha breve aparição na Prefeitura do Rio faço meu fim de ano o mais feliz e triste dos últimos tempos. Começo a questionar intimamente o que é felicidade.
O desastre de Santa Catarina moniliza o país inteiro, vemos que, junto com a chuva que devastou o lugar, chega ao nosso Brasilzinho, uma enxurrada de solidariedade, mostrando que nossa sociedade corrompida e carente de Deus também pode ser muito humana e caridosa. (Sem deixar de mencionar os que se aproveitaram dessa pra se dar bem, mas que são uma ridícula minoria).
Com esse lance sentimental eu abro um parênteses pra dizer que foi o ano que mais me decepcionei afetivamente, o que me trouxe uma enorme frieza. Agora sim chego mais perto da autosuficiência (não que eu goste, mas é pura falta de opção).
E finalmente, este ano eu não vi o especial do Roberto Carlos. Nem quero ver o Ano Novo do Faustão.
















